sexta-feira, 21 de junho de 2013

Meu dia de "mãenifestante"



Tenho sido constantemente criticada pela minha opinião a respeito das manifestações que se espalharam pelo Brasil. 
Primeiro por ter me posicionado radicalmente contra o vandalismo e a baderna, e depois por ter apoiado a repressão da Polícia em vários protestos violentos que transformaram algumas capitais em verdadeiras praças de guerra.

Um grande amigo meu, ao ler um dos meus comentários em uma rede social, ficou tão indignado que chegou a me telefonar, só para me dizer que, antes de ter qualquer opinião formada sobre as manifestações, eu deveria "tirar a bunda do sofá e ir pra rua", porque, segundo ele, a minha visão "parcial" sobre os eventos não correspondia à realidade dos fatos.

Pois bem, tive que dar a cara a tapa. Era um argumento mais do que válido.
Assim, depois do puxão de orelha, mudei o meu status de "telespectadora" para "observadora in loco" da manifestação.

Antes, porém, muita negociação em casa. Marido indignado, sogra preocupada, e a decisão de não avisar os meus pais.
Sim, porque eu já sabia o que iria escutar ("Você está loucaaaa! Sua irresponsável, você tem uma filha pra criar!).

Conflitos domésticos a parte, marchei, na companhia de três amigos, rumo à Esplanada.

Olha a gente aí! Faltou o Alexandre, o fotógrafo da vez!
Durante o nosso percurso, a primeira visão que tive foi do maciço policiamento no coração da capital. Eram muitos policiais, viaturas, helicópteros, bombeiros, cavalaria...



E aí, confesso, tive medo. Não sabia o que esperar, e nem como estaria o clima entre os manifestantes que já tomavam o gramado do Congresso Nacional.
A curiosidade, no entanto, falou mais alto, e prosseguimos.

Ao chegar em frente ao Palácio do Itamaraty, notamos os cordões de isolamento de ambos os lados, tanto na altura do Palácio da Justiça (protegendo contra possíveis invasões ao Palácio do Planalto), como no acesso ao teto do Congresso.

Mas, até então, tudo transcorria bem. 
Jovens, adultos, profissionais, pais, mães, idosos e até crianças ocupavam pacificamente a Esplanada, portanto cartazes e faixas.
Muitos com os rostos pintados de verde e amarelo, gritando palavras de ordem e cantando o seu orgulho de serem BRASILEIROS.




Eram muitas as reinvidincações, fundadas em anos e anos de atrocidades contra o erário, nas más condiçoes de vida da população, e principalmente no descaso do Poder Público.

Muitos protestavam contra a PEC 37, e também em desfavor da "Cura Gay". O preço das passagens não foi o protagonista do movimento de ontem, visto que o GDF já havia anunciado a redução da tarifa.


Diante da diversidade de pautas, me ocorreu uma consideração. A falta de "liderança" no movimento, ao meu ver, deveu-se ao caráter único e bastante peculiar dos manifestantes.

Dessa vez, o "chamado" para ir às ruas não estava vinculado à nenhuma ideologia político-partidária, sindical, e também não partiu, necessariamente de uma organização civil.

Cada um protestava contra aquilo que julgava prioritário, de forma livre, e talvez, por este motivo, desorganizada.

Porém, pude notar que havia uma atmosfera de unidade, que ligava os ativistas indepentemente da "bandeira" que carregavam. O importante, naquele momento, era a tentativa de transformação.

A maior prova disso era a tentativa de reprimir a baderna. De coibir os atos de idiotas que se aproveitam do movimento para vandalizar e desconfigurar a licitude do movimento.

O barulho dos rojões e o clarão dos sinalizadores eram vaiados pela multidão que gritava incessantentemente "SEM VIOLÊNCIA! SEM VIOLÊNCIA!".

Quando os estouros ficaram frequentes, TODOS se sentaram no gramado em frente ao Congresso, numa atitude de repúdio aos incitadores da confusão, e na tentativa de facilitar a visão da Polícia.
Foi de arrepiar!


No entanto, infelizmente, ao invés de reprimir o ato de uma minoria facilmente identificável, a PM revidou contra a massa, lançando, indiscriminadamente, gás de pimenta em todos os que se encontravam no local, causando tumulto e desespero entre os presentes.


Vejam que a "nuvem" de gás é notada até na foto


Os manifestantes não tiveram outra alternativa a não ser correr em direção ao Palácio do Itamaraty, visto que o "ataque" vinha da direção contrária.

Muitas pessoas passaram mal,  e eu e o meu grupo fomos auxiliados por jovens que distribuiam vinagre para "neutralizar" os efeitos do gás. Porém, por experiência própria, não adiantou muito.

E, nesse tumulto, aproveitando-se da distração da polícia e do corre-corre do público, houve a invasão do Palácio Itamaraty e o início de uma série de incidentes lamentáveis na Esplanada e nos arredores da rodoviária.
Invasão e princípio de incêndio no Palácio Itamaraty

Homem tenta escalar o mastro da bandeira em frente ao Itamaraty. Várias bandeiras da Avenida dos Estados foram retiradas pelos vândalos

E assim, pela ação de uma minoria arruaceira, criminosa e mal intencionada, um protesto admirável ficou manchado pela violência e pela depredação do patrimônio histórico.

Deste momento em diante, deixaram a Esplanada, junto conosco, os jovens de cara pintada, "a velha guarda", os pais e mães de família, os reais ativistas, e todo aquele orgulho de representar uma revolução cultural do Brasil.

Restaram poucos manifestantes, muitos oportunistas, o caos e a violência.

De toda a experiência, o que mais me marcou foi o sentimento de impotência e de indignação.
Impotência diante do vandalismo, e indignação pela truculência da nossa PM.

Não é difícil pensar que, se não fosse a dispersão dos manifestantes em frente ao Congresso com o uso de gás de pimenta, não haveria o tumulto generalizado e a consequente série de eventos que culminaram com o triste encerramento do evento.

Não sei se voltaria às ruas, porém, não me arrependo de ter ido.

Boa ou ruim, certa ou errada, esta foi a minha experiência.

Continuem acreditando no bem e a mudança virá!


Beijosss!
sábado, 8 de junho de 2013

Dominando a arte de ser foda






Uma coisa é ser bom, outra é ser ótima, melhor ainda é ser excelente.

Ok, mas e quando excelente parece pouco para definir algo?

Bom, aí, meu amigo, a palavra que você está procurando é "foda"!

"Foda", convenhamos, é um adjetivo muito interessante, porque pode ser usado tanto para o bem como para o mal.

Você pode achar que seu amigo é FODA por ter passado, com 21 anos, num concurso público DIFICÍLIMO sem ter estudado, e, recentemente, com o salário do novo emprego, ter adquirido seu primeiro apartamento.

Ao mesmo tempo, você pensa que é FODA você já ter mais de 30 anos e estar trabalhando com algo que odeia, recebendo pouco, aturando um chefe FDP, e, ainda por cima, morando numa "micronete" alugada que mal cabe a sua cama!

É ou não é???

Pois então, caros leitores, depois de muita reflexão, eu cheguei à uma conclusão reveladora: ser foda não é para qualquer um! 

Não basta querer, nem se esforçar, para ser foda há que se ter um "dom"!

Sentada ontem em um café no Iguatemi, eu tive uma experiência inusitada: uma aula com a grande mestre na arte de ser foda!

Nossa personagem de hoje, a quem chamarei, carinhosamente de "Sou-Fodona-demais", estava acompanhada por duas amigas: a "Foda-Aprendiz" e a "Tenho-inveja-da-Foda-mas-não-admito".

Durante os quase 20 minutos em que eu, discretamente, escutei a conversa das amigas "super poderosas", a "Sou-Fodona-demais" em termos futebolísticos (já no clima da Copa das Confederações), claramente teve a maior posse de bola.

Ela tinha presença de campo. Falava mais alto, gesticulava bastante, jogava o cabelo para o lado como nenhuma outra!

Seu "uniforme" era mais chamativo, sua "chuteira" era exclusiva (daquelas com o solado vermelho), e suas jogadas eram mais agressivas, capazes de intimidar as outras jogadoras.

Todas as vezes que as suas "adversárias" tentavam roubar a bola, ou eram interceptadas pela nossa craque, ou estavam tecnicamente impedidas.

Como assim???

Tentarei ser mais específica, reproduzindo um pequeno trecho (surreal) do bate-bola:

Foda-Aprendiz (querendo chutar pro gol): "Decidi passar as férias em Barbados. A família do Mauricinho (namorado, nome fictício) tem uma casa faaaaantástica na praia de"...

Sou-fodona-demais (levanta a bandeira, marcando o impedimento): "Barbados??? Em julho??? Creeeedo!!! Popular demais! Quase uma Paris no verão"!

Tenho-inveja-da-Fodona-mas-não-admito (tentando o drible): "Seychelles é muuuuuito melhor"!

Sou-Fodona-demais (mostrando o cartão amarelo): "Seychelles já era, querida! Tá cheio de pobre indo pra lá, querendo encontrar um príncipe"! (referência ao Príncipe William, que passou a lua-de-mel com a Princesa Kate nas Ilhas Seychelles).

Agora eu te pergunto, amigo leitor: se o pobre consegue ir pras Seychelles e eu não tenho dinheiro nem pra passar o fim de semana em Caldas Novas, que lugar me resta na pirâmide social?

Sub-miserável???

Deixa pra lá, né?!

Continuando com o jogo, não houve muita alteração nos minutos restantes. A Sou-Fodona-Demais liderou a partida, com seu repertório invejável de jogadas ensaiadas (as últimas tendências de maquiagem, moda, decoração, festas e afins).

Aliás, vocês sabiam que maquiagem da Mac é coisa da ralé?

Imagina se eu elogiasse o rímel da Avon?

Ah, meu amigo, era cartão vermelho na certa!

Moral da história: Treino é treino, jogo é jogo! Tá FOOOOODA ser foda!

Beijosss!

Até a próxima!



sábado, 1 de junho de 2013

A blaster dúvida 2: como estar SEMPRE preparada?



Não sei como você se sente, mas eu, literalmente, TREMO quando tenho que arrumar uma sacola ou mala para sair de casa com a minha pequena!

Por que?

Bom, é muito simples, PORQUE É MUITA TRALHA, GENTE!

Aí você pensa: "ah, que nada, isso é moleza!" ou "Basta ser organizada!" e blá blá blá...

Eu estou te ouvindo e balançando a minha cabeça ao mesmo tempo, porque, vamos falar a verdade, a pessoa tem que ser praticamente uma Mary Poppins para acertar todas as vezes! (Não sabe quem é Mary Poppins? Pobrecito... o que você fez na sua infância?)

Não é exagero, minha gente!

Para arrumar a sacola ou a mala "perfeita" você depende de uma coisa (não, não é organização): desvendar a mente (e o humor) dessas criaturinhas imprevisíveis que, carinhosamente, chamamos de filhos!

Fácil, né?!

Só se for aí na sua casa, porque aqui, funciona mais ou menos assim: no dia-a-dia, eu faço uma lista (mental) de tudo o que vou precisar, começando pelo básico (fraldas, trocador, lenços umedecidos, pomada, copinho de água, lanchinho, roupa extra, blusa de frio, etc...).

Até aí tudo bem, a cabeça funciona no automático.

A segunda parte é que é tensa... A lista do "e se"("e se chover?" "e se fizer MUITO frio?" "e se ela sujar a roupa extra?" "e se o nariz escorrer?" "e se ela se entediar?" e por aí vai...).

Paranóia???

Não, meus caros, cada um dos itens da lista do "e se" tem uma histórinha por trás, daquelas que te deixam marcas profundas e te fazem querer se lembrar de estar melhor preparada da próxima vez.

Hoje eu vou contar só uma delas, para vocês entenderem a minha angústia.

Quando a Bia tinha mais ou menos uns três meses, começamos a ir, todos os domingos, a um restaurante de um casal super amigo, que fica bem perto de casa.

E como não podia deixar de ser, a "sacola" da Bia ia junto com a gente. E era uma "senhora" sacola!

Por volta do quinto domingo, eu, a "mamãe confiante", me questionei: "mas por que levar este "trambolho" hoje? Eu nunca uso nada do que está aqui!"

E foi neste momento que eu tomei uma decisão super, thunder, blaster equivocada: "vou levar só uma sacolinha! Com uma fralda, os lenços umedecidos, pomada, trocador e uma fraldinha de pano. É o suficiente!"
Detalhe: nestes cinco passeios eu sequer tinha precisado trocar a fralda dela, de forma que, de toda a sacola, eu só tinha usado uma fralda de pano.

Pois bem, vejam vocês o que me aconteceu: durante o almoço correu tudo bem, papo pra lá, papo pra cá, a Bia tranquilinha....

Lá pelas tantas, ela começa a chorar.

Daí, eu, pensando que era fome, fui tirá-la do bebê conforto.

Pra quê...

Mal eu tinha acomodado a minha mão nas costas dela, já senti um líquido estranho... e não era suor!

Sabe o que tinha acontecido?

Eu te dou uma dica, querido leitor: você está familiarizado com o termo "cocô tsunami"?

Não???

Então deixa eu te explicar: é quando o seu bebezinho faz um "número dois" tão, tão, tão poderoso que rompe a barreira da fralda, e depois segue, como uma onda, inundando tudo que tiver pelo caminho (roupa, pescoço, cabelo, bebê conforto, seu braço, sua roupa, seu sapato...)

E, aí, o que você faz?

O ideal seria levar o sapequinha num lava-rápido, daqueles com mangueiras super sônicas que purificam até o pensamento, mas, como não é possível, você tira o excesso da bagunça e depois dá um banho, certo?!

Tá, mas e quando você está fora de casa (como na minha história)?

O jeito é recorrer ao que você tem na sacola, correto?!

Aí é que mora o problema: vocês se lembram exatamente o que eu coloquei na minha "sacolinha de mãe desencanada?"

Desnecessário dizer, mas a Lei de Murphy reinou no meu dia! E não tive outra escolha a não ser ir embora com a Bia toda suja, porque, JUSTO NAQUELE DIA, eu não tinha levado a bendita roupa extra!

E o pior da situação foi ter que ouvir comentários do tipo: "mas você não carrega uma roupinha dentro da sacola?" ou "na sacola do fulaninho sempre tem, pelo menos, duas trocas!"

ÓDIIIIIIIIIIOOOOOOOOOOOOO!!!

É por essas e por outras que eu digo: se você, mãe ou pai de família, um belo dia, tiver a vontade de sair de casa "caminhando contra o vento, sem lenço e sem documento", TOME CUIDADO!

Olha que o vento pode te trazer uma surpresa nada agradável, se é que você está me entendendo...

E se você aí tem uma dica fantástica sobre "como sair de casa com uma sacola reduzida sem passar aperto", POR FAVOR, me conte o seu segredo!

Quero ser sua melhor amiga!

Beijosss!

Até a próxima!
domingo, 26 de maio de 2013

Estamos voltando!!!

Queridos leitores,

O Super, Thunder, Blaster Mulheres voltará à ativa no mês de junho!
Se eu fosse você passaria por aqui, pois teremos muitas novidades!

Beijosss e até lá!
terça-feira, 26 de março de 2013

Thunder dica 2: perdendo os quilinhos indesejáveis




Olá, meus queridos!

Olha eu aqui de novo!

Você também está sofrendo para perder aqueles quilinhos a mais que ganhou na gravidez?

Aquela "pochete" que adquiriu nas férias?

Seus problemas acabaram!

Revelarei, em primeiríssima mão, dez dicas para você ter o corpo que sempre sonhou!

Mas preste bastante atenção, tá?!

Vamos lá:

Dica # 1- Zíper na boca, darling!

É isso mesmo que você leu. Não existe segredo, meu povo!
No pain, no gain!
Se você comer além do que pode, seu "corpitcho" vai estocar o excesso.
Sabe aquela modelo über famosa que divulga por aí que "come de tudo"? Ela come mesmo! Alface, rúcula, agrião, tomatinho, cenourinha, maçã...
Ou você acha que ela mete os beiços no "triple bacon cheddar onion rings burguer"?
Na na ni na nãoooo! Não caia nessa balela!

Dica # 2- Sacuda o esqueleto!

Dá uma preguiiiiiiiiça, eu sei! Mas, olha, não tem jeito!
Já tentei fazer dieta sem exercícios e não deu muito certo.
Você para de comer, fica mal humorada, aí os resultados demoram a aparecer e você acaba voltando a comer brigadeiro (ah, só um, né?!), depois vem a batata-frita, o torresminho... e daí em diante só ladeira abaixo...
Então, o jeito é tirar a poeira daquele tênis que está encostado no seu guarda-roupa e daquela legging que mal sobe nas coxas.
Vamos lá, força na peruca!

Dica # 3- Pare de ser bobinha

Sabe aquela dieta da revista que promete queimar quinze quilos em duas semanas?
Não funciona, fofa!
E olha, experiência própria, viu?!
Pelo amooooorrr de Deus, pare de dar dinheiro pra essas revistas xexelentas!
Procure um especialista que é melhor!

Dica # 4- Dieta é como escova de dentes

Sabe por que?
Porque não dá pra emprestar pra amiga!
O que funciona pra ela, pode não ser bom pra você!
A dieta da sopa que fez milagres por ela pode te levar pro hospital!
Sem contar na frustração que dá depois, quando você encontra com  a dita cuja "desfilando" pela rua e você com aquela calça com o botão desabotoado por causa da pança...
Nada agradável, te garanto!

Dica # 5- Quanto mais alto o salto, maior o tombo

Nêga, é o seguinte: aquela calça de vinte anos atrás não vai voltar a te servir na terceira semana de dieta!
Milagres não existem!
Você pode até fixar metas semanais, mas elas têm que ter algum fundamento.
Ahhhhh, mas fulaninha perdeu três quilos por semana e eu só perdi meio.
Uai, mas vai ver ela era beeeeemmmm mais pesada que você, e pode ter combinado a dieta com outras técnicas além dos exercícios, como massagens estéticas, aparelhos mega thunder blaster modernos, acupuntura...
Vai saber!

Dica # 6- Lamentos não emagrecem!

Noooossa, olha essa foto!
Como eu era magriiiiiiiinha!
Que saudadesssss!
Vamos virar esta página, colega?
Dá pra ser magrinha ainda, talvez não tanto quanto você era quando tinha 14 anos, mas hoje em dia nem ficaria bem, né?!
Magrinha porém curvilínea, tá?! Por favor!

Dica # 7- Nem tudo que reluz é ouro

Ter como exemplo aquela amiga vegetariana, praticante de cross fit, pentatlon, yoga tântrica e MMA pode não ser uma boa pra você, baby!
Primeiro avalie se você nasceu para viver sem o bife acebolado da mamãe, e se aguenta o aulão de duas horas de spinning da sua academia.
Se tudo der certo, vá com calma!
Nunca se sabe... depois de um mês você pode descobrir que está se lixando pro direito das vaquinhas!
E vá por mim: corra 1 km antes de se inscrever na São Silvestre!

Dica # 8- Dá para ser social, "pero no mucho"

Não recuse o convite de amigos para um happy hour depois do trabalho.
Vá lá, peça um drink! Mas é só UM!
Depois você fica só na água, mas continua ouvindo as fofocas e bobagens que fazem a alegria da galera.
É divertido, e você não fica trancado em casa achando a vida uma droga!
Mas não ceda às tentações!
Amigo que é amigo te apoia, e não fica querendo te tirar do caminho certo!

Dica # 9-  3 em 3

Achava que era uma bobagem, mas esse lance de comer de 3 em 3 horas dá certo mesmo!
Porém, se você tem um bebê de menos de 6 meses em casa, ignore essa dica!
Sinto lhe informar, mas você não vai conseguir, amiga!
A não ser que tenha uma "personal snacker" pra te dar comidinha na boquinha nas horas certas.
Eu não tinha, então me ferrei!
Estou tentando recuperar agora!
Oremos!

Dica # 10- Se pisou na jaca, levante a cabeça, sacuda a poeira e dê a volta por cima!

Pecar é humano, gente!
Quem nunca burlou a dieta que atire a primeira pedra!
O importante é recomeçar no outro dia!
Não desista só porque mergulhou na panela de feijoada da sua tia (ignoremos os acompanhamentos...)!
Nada como um dia após o outro.
Afogue suas mágoas no chá verde!
Vai dar tudo certo!


Beijosss!

Até a próxima!




segunda-feira, 11 de março de 2013

O super, thunder, blaster amor



É domingo, onze de março de 2012.
São 6:50 da manhã. Eu e seu pai aguardamos ansiosos a chegada da enfermeira que nos levará ao Centro Cirúrgico.
Estamos de pé, e sinto muitas dores.
Começo a me inquietar, e o seu pai, sentindo o meu desconforto, tenta me acalmar.
Ele me abraça forte, e eu choro.
Choro de ansiedade, de preocupação... de medo!

Medo do desconhecido, do imprevisto, da dor...de tudo o que está por vir.
Tento afastar o mais temível de todos os meus pensamentos, mas ele continua ali, insistente.
Faço então uma prece silenciosa, pedindo a Deus que leve embora todos os meus temores.

A enfermeira aparece, e somos levados a um vestiário.
Troco de roupa e me olho no espelho, admirando, pela última vez, a barriga enorme.
Naquele momento, me dou conta de que aquela pessoa que vejo está prestes a passar por uma grande transformação, e fico curiosa para conhecer o meu novo eu.

Saio do vestiário e me encontro com seu pai. Ele me dá a mão, e caminhamos juntos até a sala de cirurgia.

...

Já estou deitada na mesa, anestesiada, e seu pai continua segurando a minha mão.
Olho para o relógio da parede, já são 7: 15 e o médico anuncia a primeira incisão.
A tensão aumenta, e eu viro a cabeça para olhar para o seu pai.
Ele tenta parecer tranquilo, mas nunca foi muito bom em disfarçar os sentimentos.
A expressão séria o denuncia, e percebo claramente que ele também está apreensivo.

O anestesista está ao meu lado, e toca o meu ombro de tempos em tempos, narrando os procedimentos.
"Falta pouco", ouço ele dizer, e meu coração acelera.

O tempo, no entanto, parece se arrastar...
Percebo o movimento ao meu redor, ouço os médicos conversarem, o barulho dos intrumentos, o bipe dos aparelhos...
Mas toda a ação parece um tanto surreal, como se eu não fizesse parte daquela cena.

Aí...de repente...um choro... 
Alto...estridente...contínuo... LINDO!
E o médico anuncia: "Hora do nascimento: 7:37".

Levanto minha cabeça, mas o pano azul me impede de te ver.
Seu pai aperta minha mão, e as lágrimas invadem o meu rosto.
Você é posta ao meu lado, toda embrulhadinha, e somos oficialmente apresentadas.

"Oi, meu amor! Eu sou sua mamãe!"
E você abre os olhinhos para me olhar.
"Seja bem-vinda, minha filha! Nós te amamos muito! Seja qual for sua missão aqui, nós estaremos sempre ao seu lado!"

Beijo o seu rosto, e sou surpreendida pelo perfume mais inesquecível do mundo, fruto de anos de espera, de nove meses de expectativa... o perfume de um amor arrebatador!

Daquele momento em diante, foi como se os meus olhos ganhassem uma lente especial.
Queria gravar cada traço do seu rostinho, cada fio de cabelo, cada dedinho...
Todos os sons, suspiros, expressões...
Fui preenchida por um inexplicável sentimento de plenitude, e tive a certeza de que um SER muito maior do que todos nós comandava o espetáculo.

...

12 meses se passaram, mas a nossa admiração não.
A medida que você cresce, o nosso encantamento te acompanha.

Sentimentos desconhecidos tomam conta do nosso cotidiano, e mesmo os habituais parecem ganhar uma nova intensidade.

Preocupação agora é PREOCUPAÇÃO, orgulho é ORGULHO, cansaço é CANSAÇO, e felicidade... é FELICIDAAAAADE.

A perspectiva de antes é diariamente desafiada, e as prioridades são reavaliadas a todo instante.

De todas as lições que tivemos, a mais importante foi a que você nos ensinou: a de que nenhuma preparação é suficiente para o tamanho do desafio. Em contrapartida, nem a mais alta expectativa consegue superar a dimensão da recompensa.

Você é nossa escola, nosso guia prático, nosso passo a passo.

Depois de você, só temos uma verdade absoluta: o amor.
E é ele que irá nos guiar por todos os anos que ainda virão.

Vejo o dia do seu primeiro aniversário nascendo lá fora, e, com ele, todas as primeiras experiências que ainda viveremos juntas.

Mal posso esperar!

Feliz aniversário, Beatriz!

Te amo muito, muito mais do que você ainda é capaz de compreender.

Um beijo,






segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Thunder dica: os 10 mandamentos da amizade entre mamães


Os 10 mandamentos da amizade entre mamães:

I- Trate o filho alheio como você gostaria que o seu fosse tratado.
Dona Onça, antes de dar um safanão no "pestinha" que furou a fila do pula-pula e passou na frente do seu "anjinho", saiba que aquela criança, por mais errada que pareça, ainda assim é uma CRIANÇA. Procure a mãe do danadinho que é melhor!

II- Procure não julgar (pelo menos em voz alta) as escolhas das outras mães.
As suas convicções, Santa, por melhores que sejam, não te isentam de erros!

III- Nunca diga nunca.
Hoje o seu filho foi mordido, amanhã ele pode ser o mordedor!

IV- Filtre os seus comentários.
Poucas pessoas realmente se importam com as vitórias do seu filhote. A maioria pensa mesmo é que você está contando vantagem.

V- Respeite as recomendações das outras mães.
Se ela disse que o filho não pode comer brigadeiro, não desobedeça! O que você pensa que é frescura pode ser intolerância à lactose, viu, Dona Maria?!

VI- Priorize a sinceridade.
Se você sabe de alguma travessura envolvendo o filho da sua amiga, conte pra ela! É melhor ouvir de você do que da síndica do prédio, aquela chatonilda!

VII- Saiba reconhecer as suas limitações.
Se você não é pediatra, não queira medicar o filho alheio.
Se você não é psicóloga, não tente diagnosticar a neurose da filha da vizinha... E por aí vai...

VIII- Seja parceira.
Ao invés de criticar aquela amiga que parece nunca fazer a coisa certa, ofereça ajuda. Mas não vá comentar o seu ato de caridade no facebook depois (ok, sem noção?!).

IX- Enxergue além de seu próprio umbigo.
Antes de chorar as pitangas pra sua amiga, tenha a decência de ao menos perguntar se ela está bem. Você pode descobrir que ela passou a noite inteira em claro com o filho dodói.

X- Nunca, jamais, em hipótese alguma cobice a babá do próximo.
Meu bem, deixa eu te falar, isso é PE-CA-DO!
Se você está insatisfeita com a sua, o problema é seu!
Nem pense em oferecer um salário melhor, viu?
Você vai ficar mal falada no parquinho!

Beijosss!


Até a próxima!
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Agradecimento

Queridos leitores,

Quando este blog ainda era ainda um projeto, imaginei um espaço em que pudesse falar abertamente sobre tudo, sem censura, da forma que costumo conversar com minha família e meus amigos.

Não queria que as pessoas concordassem com o meu modo de ver a vida (pois sempre gostei muito de um debate), desejava apenas colocar pra fora um monte de experiências que vivi e ideias que martelam em minha cabeça, como uma forma de registro para a posteridade.

Confesso que me surpreendi muito com a recepção calorosa que o blog recebeu, primeiro da família, depois de amigos, e por último de pessoas que não conheço pessoalmente, mas que se identificaram com minhas histórias.

Não tenho palavras para agradecer tamanho carinho!

Vocês não imaginam o quanto é gratificante ser reconhecido por uma coisa que gosto tanto de fazer: ESCREVER!

Sintam-se abraçados!

O novo layout do blog é um presente meu para vocês, que acreditaram e deram uma super, thunder, blaster força para o meu projeto!

Obrigada, de verdade!

Beijosss!
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A super santinha

Estamos de volta!

O Carnaval já passou, minha gente, é hora de começar o ano pra valer!

Aliás, Carnaval é a festa do Diabo, vocês sabiam?
Só gente pervertida, imoral e sem-vergonha comemora o Carnaval... segundo a nossa personagem de hoje!

A Super Santinha é a encarnação da fé, da moral e dos bons costumes.
Super íntima de Deus, ela não é uma simples discípula.
Seu cargo é "assessora especial" do Criador, daquelas que colocam a pulseirinha em quem pode e quem não pode entrar no Céu.

Minha irmã mais nova, a Gabi, conheceu a Super Santinha quando morou na Austrália.
A Super Santinha também é brasileira, e estava lá para trabalhar e tentar uma vida nova.

Durante a convivência com ela, minha irmã era constantemente recriminada pela Super Santinha por ser católica.
Ao que tudo indica, a Super Santinha prega a todos que só os Evangélicos (de uma determinada igreja) serão salvos.

O que mais me admira na história da Super Santinha é que ela, uma suposta cristã, é extremamente intolerante. Ela discrimina qualquer um, de qualquer outra fé, cultura ou costumes que sejam diferentes dos dela.

Você bebe (socialmente)?
Ela diria: "Belzebu!"

Você fuma?
Ela exclamaria: "Seu cão tinhoso!"

Você tem uma tatuagem?
Ela afirmaria: "Seu capetão!"

Você mora com seu namorado?
Ela pensaria: "Está vivendo no pecado!"

E por aí vai...

Minha irmã já estava de saco cheio daquela moralista dos infernos, mas nunca chegou a questionar sua conduta, talvez por ser uma pessoa "da paz".

A Super Santinha não tinha fronteiras para suas pregações.
Falava "suas verdades" a quem quisesse ouvir.
E a reação das pessoas era quase sempre a mesma, a de incredulidade diante de tanta intransigência, mas a Super Santinha parecia não perceber.

Para todos os efeitos, a Super Santinha vivia o exemplo que divulgava.
E talvez por isso, a Gabi acabou se acostumando com ela.

No entanto, meses depois de voltar ao Brasil, a Gabi teve uma grande surpresa.
A Super Santinha tinha se mudado para Portugal, para viver com o "noivo".

Isso já era um grande "avanço" para a Super Santinha, mas a história não para por aí...
O tal "noivo" era uma pessoa conhecida no Brasil, mas não no bom sentido.
Ele fugiu para Portugal depois da condenação por envolvimento com tráfico de drogas e roubo.
Era um fugitivo da justiça!

Gente boa, né?!

A Super Santinha também acha, tanto que o escolheu para ser o pai do filho dela.
Detalhe: antes do casamento!

Isso seria um problema para nós, os "mortais", mas não para a Super Santinha...

Afinal, ela tem um "free pass" do Senhor, e será recebida na sala VIP do Paraíso!

Moral da história: Devagar com o andor que o santo é de barro... ou de pau oco... ou qualquer coisa parecida!

Amém, meus queridos?

Beijosss,

Até a próxima!


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A blaster dançarina



Todos nós adotamos um modelo na vida. Geralmente é uma pessoa muito especial, cujas qualidades e ações nos fazem querer segui-la, alguém tão autêntico e original que mereça ser copiado.

Para mim, esta pessoa é a Vovó Nenzica. Ela já se foi, e em dezembro deste ano serão 10 anos de saudades!

E hoje quero dividir com vocês uma das muitas histórias desta mulher sensacional, que me deixou como herança uma vontade imensa de ser feliz todos os dias, de comemorar a importância das coisas cotidianas, e de aproveitar sabiamente todas as oportunidades.

Eu tinha mais ou menos uns 18 anos. Morava com minha avó em Goiânia, e ela chegou toda animada da rua, me dizendo que participaria de um concurso de dança de salão para a terceira idade (na época era isso mesmo, não existia ainda a expressão "melhor idade").

Para aqueles que não a conheceram, minha avó era uma pessoa MUITO ativa.
Ativa até demais, se vocês querem saber.
Com 80 anos, ela fazia hidroginástica, caminhada, aula de teatro, de dança, de canto, participava do grupo de "bordadeiras" de três creches diferentes, e ainda tinha fôlego para os "suarés" dançantes, 3 vezes por semana.

A maior parte de suas amigas era, pelo menos, 20 anos mais jovem. Não era fácil aguentar o pique da Dona Nenzica!

Dito isso, não foi uma surpresa saber que minha avó participaria do concurso. Ela estava habituada a se apresentar em alguns eventos com a escola de dança e até mesmo sozinha, nas festas da família e de amigos.

No entanto, eu me lembro muito bem de ter ficado orgulhosa, afinal, ela enfrentaria dançarinos bem mais novos do que ela, pois a idade mínima era de 60 anos.

Talvez por isso, dei a maior força!
Ela convidou um amigo para ser seu parceiro, e ele ficou muito entusiasmado. Na época ele era um sessentão muito interessante, cheguei até a pensar que rolava "um sentimento" entre eles, mas depois percebi que era bobagem minha, e que tudo não passava de amizade.

Os ensaios aconteciam na sala do apartamento, e eu não estava autorizada a ver.
"É segredo", dizia ela, toda  animada.
Eu cheguei a espiar algumas vezes, e eles levavam aquilo SUPER à sério. Eu achava uma graça, mas torcia de verdade para que tudo desse certo.

Alguns meses depois, chegou o grande dia. Com todas as fantasias em mãos, seguimos para o salão de festas de um hotel no centro da cidade.

Chegando lá, fui logo avaliando "os concorrentes". A grande maioria era de casais que frequentavam as aulas de dança de salão, e a média de idade era de 65 anos.
Observando as dançarinas, a princípio acreditei que minha avó ganharia fácil aquela competição, pois as vovozinhas não estavam com cara de serem "grandes ameaças".

E quando o primeiro casal se apresentou, fiquei ainda mais esperançosa. Apesar de super simpáticos, a coreografia deles era bem "basiquinha", meio chuchu com pão, sabem?!

Vieram os outros casais e a sensação continuava a mesma: "vai ser moleza!", pensei.

Então chegou o grande momento, e nossa família aplaudiu de pé a entrada da Vovó Nenzica e seu parceiro.

A primeira modalidade era o Tango, e o casal já chegou arrebentando. O vestido que ela usava tinha uma "senhora" fenda dos lados, mostrando as belas pernas da minha avó que, apesar da idade, estava em plena forma física.
Ela tinha muita expressão, e os movimentos do casal foram considerados "ousados" para um campeonato da "terceira idade". A platéia vibrou muito!

Em seguida vieram a salsa, o samba e a valsa, e eles não decepcionaram. No final da apresentação, ouviram-se os gritos de "já ganhou", e não foram só da nossa família.

Eles seguiram para o camarim, e nós ficamos ali, curtindo a "quase" vitória da Dona Nenzica.

As luzes se apagaram novamente, e ficamos à espera do último casal. Assim que eles entraram, o salão em peso ficou de queixo caído!

Movendo-se graciosamente no palco, o casal que acabara de entrar parecia saído de um filme. ELE: um Richard Gere do Cerrado, um setentão muito bonito, de sorriso maroto. ELA: uma mulher maravilhosa, de corpo escultural, daqueles de fazer inveja até na Thunder Sarada!

Só tinha um pequeno probleminha: a moça não devia ter mais do que 25 anos!

Meu povo, e como ela dançava bem!
O parceiro a jogava pra cima, pra baixo, de um lado pra outro, e ela flutuava pela pista, como se aquilo fosse a coisa mais simples do mundo!
O público masculino, que até então estava se lixando para aquela competição, de repente ocupava a primeira fila, aplaudindo com um entusiasmo irritante a performance da "Blaster Dançarina".

E eu, como não poderia deixar de ser, estava, digamos assim, EMPUTECIDA!
Olhava para aquele espetáculo, para a platéia, para o juri e pensava: "que palhaçada é essa? Não era pra ser um concurso de dança da "terceira idade"? O que que essa "pirigueti" xexelenta está fazendo aqui"?

Fui logo botando a boca no trombone: "Marmeladaaaaaa... uuuuuuuuuu..."
E o barraco logo se instaurou, com o apoio de toda a minha família.
Gritamos, protestamos, mas a apresentação continuava... Alguns espectadores também se indignaram, mas a mesa dos jurados continuava de olho nos movimentos do casal, completamente alheia ao bafafá do salão.

Quando, enfim, a música terminou, nos juntamos em frente ao juri, todos querendo tirar satisfação e pedir a retirada da Blaster Dançarina da competição.
Afinal, ela não cumpria com os requisitos da prova.

E então, veio a revelação: a regra, apesar de injusta, era clara: apenas UM dos participantes tinha que ter acima de 60 anos!

POM POM POM POOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOM
(Musiquinha da derrota)

Acho que nem preciso dizer né, mas a Blaster Dançarina e seu parceiro, Richard Gere do Cerrado, levaram o troféu de primeiro lugar.
Minha avó e seu amigo ficaram em segundo, mas ela não se abalou.
Saiu dali avisando a todos que participaria de um concurso de beleza no mês seguinte, e todos deram muita risada!

Menos eu, que já fiquei tensa, imaginando qual seria a pegadinha da próxima competição.

E eu não estava errada, foram fortes emoções!

Mas essa fica para uma próxima oportunidade!


Antes de me despedir, quero lhes apresentar a minha estrela, dançando flamenco na casa da Tia Márcia.





Saudadesss, vovó!

Um dia a gente se reencontra!

Beijosss!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O thunder palpiteiro do Parque Olhos D'Água


Extra, Extra! Edição especial de Super, Thunder, Blaster Mulheres!
(Musiquinha):Tam tam tam tam tam tam tam tam tam... tam tam tam tam tam taaaaaaaaaaaam...

Atendendo a inúmeros pedidos de mães desesperadas, estou aqui para fazer uma denúncia seríssima!
Cuidado, um terrível senhor está à solta na Asa Norte!
Por isso, leia com atenção e passe a notícia adiante!

"Mas, Fê, esse blog não é sobre mulheres"?
Sim, meu povo, mas este senhor é uma grande ameaça, então resolvi abrir uma exceção!

Quem passeia com seus filhotes no Parque Olhos D'Água certamente já deve saber de quem se trata.
No começo, achei que ele tinha um problema pessoal comigo, mas, depois de algum tempo, percebi que não.
O mais interessante é que ele escolhe com cuidado as suas vítimas, que têm um perfil específico: jovens MÃES com seus bebês.
Notem que eu frisei a palavra "mães" por uma razão muito interessante: ele não liga para as babás! (Cada um com sua tara, né?! Vamos respeitar!)

O modus operandi do Thunder Palpiteiro é muito discreto e eficaz.
Ele sai todas as manhãs de sua redidência, lá pelas 7:00 da madrugada, vestindo uma camiseta com os dizeres "Vô pro Parque", e fica de tocaia perto dos aparelhos para a terceira idade, esperando suas "presas".

As potencias vítimas provavelmente não ficarão intimidadas por este "serial nosy". Ele tem cara de vovô simpático, daqueles que gostam de puxar papo com todo mundo e contar sua experiência de vida...
Mas não deixe-se enganar: ele é perigoso... MUITO perigoso!
Sua língua afiada é fatal... e o que ele tem a dizer pode te ferir!

Está ficando com medo?
Pois deveria!
Não ignore este comunicado, pois a próxima pode ser você!

Infelizmente, eu fui uma de suas vítimas... aconteceu quando a Beatriz tinha cerca de 3 meses.
Aquele momento marcou a minha vida, então me lembro como se fosse hoje.
Cheguei no parque para uma caminhada por volta das 8:00. Quando estava fazendo a primeira curva, notei que o sol estava batendo no rostinho dela. Parei e coloquei uma fralda cobrindo o carrinho, esperando retirá-la quando estivéssemos na sombra.

Passado alguns segundos, eis que surge o nosso "vovozinho". Ele nunca tinha me visto na vida, mas foi logo me recriminando:

"Tira essa fralda daí! Sol faz bem pra saúde! Criança tem que tomar sol!"

Eu até tentei me explicar, mas ele não quis nem saber... seguiu sua "marcha atlética e me deixou falando sozinha!
Na hora não dei muita importância, e continuamos o nosso passeio.

Mais adiante, vi que ele estava parado, conversando com outro senhor. Quando me aproximei deles, a Beatriz começou a chorar. Ela estava morrendo de sono, mas não queria dormir no carrinho.
Para que ela se acalmasse, me sentei no banco e resolvi pegá-la no colo.
Ela chorava HORRORES e ele veio xeretar:

"Esse choro é de fome! Tadinha..."

E eu, tentando manter a calma: "Não é fome não! É sono!"

Mas o Thunder Palpiteiro, pelo visto PhD em choros de bebê, não concordou comigo:

"Que nada... eu conheço! Ela está morrendo de fome!"

E eu, como não queria discutir com o "senhorzinho", resolvi me aproveitar da sugestão para  fazer o chatonildo sair de perto:

"Deve ser mesmo. Vou dar o peito pra ela se acalmar!"

E esperei até que ele fosse embora.
Ora, convenhamos,  qualquer homem de respeito saberia que aquele momento era um TANTO íntimo.

Não funcionou... ele só olhou pro lado e continuou sentado ali, querendo se certificar que eu alimentaria a Beatriz.

Gente... que situação!
Respeito demais as mães que tiram o peito pra fora em qualquer ambiente para amamentar os seus bebês, mas eu, simplesmente, não fico à vontade! Ao lado de um estranho então... nem vou comentar!

No entanto, eu não tinha outra escolha. Percebi claramente que ele não iria me deixar em paz, então peguei uma fralda e, após alguns malabarismos, consegui colocá-la no peito de uma forma que não aparecesse nada.

Enfim, quando ele notou que ela estava mamando, passou a me dar alguns "conselhos" sobre alimentação saudável e, depois de alguns (loooooooongos) minutos, para a minha alegria, se levantou, em direção à saída.
Enquanto isso, a Beatriz pegou no sono (qualquer um faria o mesmo), mas assim que a coloquei no carrinho ela despertou e voltou a berrar...
E eu, para fugir dos olhares curiosos das pessoas que ficavam me encarando, resolvi ir embora BEM depressa.

Quando já estava no portão de saída, quase atravessando a rua, me deparo com o Thunder Palpiteiro novamente, desta vez ENFURECIDO comigo:

"Essa menina está cansada! Também, onde já se viu?! Está tarde! O sol está muito quente! Vá pra casa logo, menina!"

DETALHE: eram 9 horas da matina.

E mais: o que aconteceu com o defensor dos  INÚMEROS benefícios do sol da manhã???
Vá entender!

Conversando com outras mães aqui da quadra, constatei que o Thunder Palpiteiro está cada vez mais ousado, e não há quem saiba o que fazer para solucionar esta crescente onda de ataques.

Refletindo sobre o caso, acredito que encontrei uma solução, e vou me utilizar deste espaço para fazer um comunicado:

Prezado Thunder Palpiteiro,

O senhor já ouviu falar em viagens para a terceira idade? 
Estou promovendo uma campanha para lhe dar uma de presente, só de ida, com destino ao Deserto do Saara!
Lá não tem variação de temperatura, é sempre quentinho, o senhor vai AMAR!
Para maiores informações, procure O QUE FAZER!
Contato:de preferência nenhum!


Gostou da minha "nobre" iniciativa e deseja colaborar?
Inscreva-se aqui!

Beijosss!

Até a próxima!


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Aliviando a tensão com a super pessimista


Pessimistas são seres versáteis e notáveis. Versáteis porque suas opiniões abrangem qualquer assunto que esteja sendo discutido. E notáveis por uma razão muito simples: é difícil não percebê-los, uma vez que seus comentários “felizes” acabam com o dia de qualquer um!

Hoje continuo minha “saga” na creche, tomando chá de cadeira na recepção e torcendo para que minha princesinha esteja se divertindo com os amigos. Enquanto isso, o velho notebook entra em ação, me ajudando a passar o tempo e (por que não) colocar em dia as histórias das super, thunder, blaster mulheres.

A nossa personagem do momento é a Super Pessimista. Ao lado dela, até o dia mais ensolarado fica sombrio. Ela, literalmente, chove granizo na sua cabeça!

Você deve estar se perguntando: “que assunto tosco, por que ela resolveu escrever sobre isso?”
É simples, meus queridos leitores: a Super Pessimista está sentada na minha frente, tocando o terror numa mãe que já chegou com os olhinhos arregalados!

Vejam bem: a adaptação de um filho na creche, em 90% dos casos, é muito mais sofrida para a mãe do que para a criança. A gente fica numa expectativa LOUCA, morrendo de tensão e preocupação, e torcendo para que tudo corra bem.
Sendo assim, o certo seria ouvirmos palavras de conforto e histórias bem-sucedidas de outras mães que já passaram por isso e, no fim, se deram conta de que não era nada demais, certo?!

Se você respondeu “SIM”, é porque pensa como um otimista.
A nossa personagem, no entanto, discorda da nossa linha de raciocínio.

Tudo começou assim: a mãe assustada sentou-se ao lado da Super Pessimista para aguardar o primeiro dia de seu filho de 2 anos na pré-escola.
Como a espera geralmente é longa, ela resolveu puxar papo com a nossa personagem. 
Começou perguntando se ela também estava aguardando o filho, quantos anos ele tinha, se era o primeiro filho e coisa e tal...

A Super Pessimista, pelo visto perita em matéria de adaptação de filhos na escola (já é o terceiro), foi logo compartilhando a sua vasta experiência.
Até aí tudo normal, e eu nem estava prestando muita atenção na conversa das duas (coisa rara), até que reparei que a cara da mãe, antes assustada, tinha se transformado em PÂNICO!

Achei meio esquisito, e comecei a escutar melhor...
Meu povo... era tanto horror que me deu vontade de pegar a Beatriz e sair correndo dali.

Em pouco mais de meia hora, a Super Pessimista relatou, no mínimo, uns dez episódios desesperadores ocorridos com seus filhos. Contou das viroses seríssimas que eles pegaram, das mordidas que levaram, dos tombos, dos puxões de cabelo e até mesmo do dia em que ela foi parar no pronto-socorro porque um de seus “anjinhos” enfiou um grão de feijão no nariz...

E a coitada da mãe assustada começou até a ficar com falta de ar. No meio daquele turbilhão de notícias ruins, ela ainda tentou se acalmar:
 “Ah, mas o Pedrinho (nome fictício) é uma criança muito doce... ele é calminho, gosta de ficar na dele, brincando... tenho certeza que não vai criar motivos pra brigar com os amiguinhos...”

E a Super Pessimista: “Ah, minha querida, criança não precisa de motivo pra brigar com outra não... eles se estapeiam por qualquer razão: brinquedo, lugar na mesa, atenção da monitora... ontem mesmo a minha “do meio” ganhou um galo na testa só porque pegou o pincel do coleguinha... ele jogou um carrinho da cabeça dela.”

Mãe APAVORADA: “Sério? Mas que coisa horrível! Você falou com a coordenação?”

Super Pessimista: “Eu não... pra quê? Não adianta nada... Todo dia é isso, e eles dizem que é normal!”

Mãe HORRORIZADA: “Normal? Eu não acho não! Não vou aceitar esse tipo de comportamento com o Pedrinho! De onde já se viu? Tem que falar com a mãe dessa criança!”

Super Pessimista: “Meu bem, vá se acostumando, porque nenhuma coordenadora ou psicóloga irá ficar sem sono porque seu filho se machucou... Elas vão te escutar e depois dizer que faz parte do processo de desenvolvimento, e blá blá blá...”

Mãe PETRIFICADA: “Mas se é assim porque você não mudou de escola até hoje? Porque parece que não concorda com o método que eles utilizam...”

Super Pessimista: “Porque as outras escolas são piores ainda! Não tem nada que preste... tudo porcaria... essa é a menos pior! Aqui pelo menos eles são mais organizados e limpinhos...quer dizer, na medida do possível, né?! Esses dias mesmo fui pegar minha bebê na sala e percebi que a mamadeira de água estava com restos de suco... a preguiçosa da monitora deve só ter enxaguado na torneira!”

Mãe MORTIFICADA: “Ah, meu Deus! Mas isso não pode! Eles não mandam essas coisas pra copa?”

Super Pessimista: “Que nada! As monitoras que lavam! Quando lavam...”

Mãe À BEIRA DE UM SURTO PSICÓTICO: “Ahhh, não! Isso é inaceitável... vou procurar a coordenadora!”

E foi, quase chorando, procurar a coordenadora.
Não sei lhes dizer que fim teve essa conversa, porque logo depois tive que entrar na sala da Bia para mostrar à monitora como é a hora do jantar.

Enfim, meus caros...
Como vocês podem perceber , segundo a nossa positiva, confiante e esperançosa personagem, a creche que escolhi para a minha filha não tem NADA de bom!

Pensem em uma pessoa que saiu com cara de derrotada do recinto?
Essa “cara” sou eu!

E a moral da história é a seguinte: Deus castiga as xeretas! Pare de ouvir a conversa alheia e vá ouvir música quando estiver entediada!

Beijosss!

Até a próxima (quer dizer, se tiver né... nunca se sabe... vai que eu nunca mais tenha inspiração...)


sábado, 26 de janeiro de 2013

A thunder empresária de sucesso e sua blaster assessora


Olá, meus queridos!
Sentiram saudadades?

Depois de uma semana pra lá de estressante, estou de volta!
E agora mais aliviada em saber que minha bonequinha está se adaptando bem na creche!
INSHALÁ!!!

A história de hoje, infelizmente, não tem graça nenhuma...
Resolvi escrever este breve post para lhes contar sobre uma personagem que conheci ontem, quando fui tomar um café no final da tarde, depois de sair da creche com a minha filha.
A tarde tinha sido longa, na expectativa para saber se a Beatriz ia ficar bem sozinha com a monitora e seus novos amiguinhos.
Uma grande amiga ficou comigo na recepção me fazendo compania, mas, quando fomos todas liberadas, eu precisava urgentemente tomar um café.
Resolvi, então, fazer uma rápida parada numa torteria da minha quadra, antes de voltar pra casa.

Ao chegar lá, desci com a minha filhota e nos sentamos numa mesa de frente para a rua.
Pedi um expresso e fiquei conversando com a Beatriz, que já estava mais pra lá do que pra cá de tanto sono...
Tirei uns brinquedinhos da bolsa para distraí-la, porque senão ela iria dormir muito cedo, e minha madrugada seria looooonga...

Bom, minutos depois, assisti de camarote uma SUV importada estacionar em frente à torteria, quase atropelando uma mulher que estava aguardando para atravessar com seu cachorrinho.
Além da manobra perigosa, não pude deixar de notar que o carro ocupava duas vagas, sendo uma delas reservada para portadores de necessidades especiais.

Fiquei de olho para ver quem sairia do carro, e, para minha indignação, saltaram do veículo duas mulheres em perfeitas condições de saúde, caminhando sem dificuldade com seus sapatos de salto agulha.
Uma delas usava um microfone para celular e já chegou falando alto, enquanto a outra carregava um  verdadeiro arsenal tecnológico: um netbook, um tablet, e quatro (sim, 4!) celulares.
Pelo que pude perceber, a cidadã que não sabe ler as placas se considera a Eike Batista de saia, e estava querendo esfregar na cara da sociedade que ela se deu bem na vida!

Ela e sua "Blaster Assessora" se sentaram na mesa ao lado da minha, e a mal-educada do microfone já foi logo estalando os dedos para chamar a garçonete.
A garçonete, é claro, não gostou nem um pouco de ser chamada como um cachorro, e fez cara de poucos amigos quando atendeu a dupla dinâmica:

Garçonete (com o bloquinho na mão, esperando o pedido): "Sim?"
Thunder Empresária (com a boca aberta, e a mão no queixo): "Sim, o quê? Cadê o cardápio minha filha?"
Garçonete (rezando pro seu turno acabar): "Só um minuto..."

Enquanto a garçonete pegava o cardápio a Blaster Assessora balançou a cabeça em desaprovação, e comentou:
"Merda de atendimento... por isso que esse lugar tá falindo!"
E a Thunder Empresária (cortando a prosa): "Liga lá no café do Park Shopping e veja se o treinamento daquele novato já começou... quero trocar aquela gerente atrevida até o fim do mês..."

A garçonete volta com os cardápios.
A Thunder Empresária, sem a menor paciência, ignora a garçonete e grita: "Demorou demais... me vê dois expressos e dois pães de queijo, e RAPIDINHO, tá?!"

Gente... PARA TUDO!
Quem essa xexelenta pensa que é?
E outra: se ela já sabia o que queria pedir, pra que fez questão do cardápio?

Todos os outros clientes repararam, e a garçonete ficou super sem graça.
Se eu fosse ela, JURO, cuspia nas xícaras daquelas bruacas!

Enquanto o café estava sendo preparado, as duas "mulheres de negócio" discutiram relatórios, compras, e fluxo de caixa.
Pelo que entendi, a Thunder Empresária era do ramo de restaurantes, e tinha vários estabelecimentos na capital.
Agora, a pergunta que não quer calar foi o porquê daquele encontro ali, no café do concorrente.

Nos 10 minutos que tolerei ficar no mesmo ambiente daquelas bruxas, a Thunder Empresária reclamou do café, do pão de queijo, da falta de limpeza do local, e até das unhas da garçonete!
Aparentemente, não é de bom tom pintar as unhas de esmalte colorido... desenhos então, nem pensar!
Ahhhh, me poupe, né?!

Dona Maria, quem é a senhora para dar sermões nos empregados alheios?
E o mais importante: quem irá se dignar a ouvir uma pessoa que não sabe sequer parar o seu veículo no local apropriado?
Que se julga dona do mundo?

Meus queridos, a nossa personagem de hoje é real, e você a conhece!
Existe uma campanha muito interessante, lançada em Curitiba, que pretende conscientizar a população sobre o direito das pessoas portadoras de necessidades especiais, mas que serve também para os idosos, intitulada "Essa vaga não é sua nem por 1 minuto!"

Se você também costuma parar "rapidinho" nas vagas preferenciais, entre aqui e repense sua atitude!
Falta de estacionamento não é desculpa para a sua falta de cidadania!

E, para a nossa Thunder Empresária, o meu recado: Antes de treinar a sua equipe, que tal aprender como se portar em público?!
Em outras palavras: "Vá se lascar, sua grossa!"

Beijosss

Até a próxima!



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Conselhos médicos infalíveis da super sem noção

Consulta médica em plena segunda-feira de manhã, definitivamente, não é uma boa maneira de se começar a semana.
Ainda mais quando você cruza com certas figuras que, para dizer o mínimo, não têm a mínima noção de etiqueta em ambientes coletivos...

Introduzindo a nossa personagem de hoje, eu começaria dizendo que ela é um tanto "interessante".
Não possui nenhum conhecimento médico, porém sente uma necessidade incontrolável de ajudar no tratamento de pessoas enfermas.
Caridosa???
Preocupada com o próximo???
Não, é doida mesmo!

Bom, nossa história começa em uma clínica do aparelho digestivo.
Fui fazer uma consulta com uma proctologista, seguindo a recomendação do meu ginecologista.
Chegando lá, às 8:00 da madrugada, o consultório já estava cheio! (sim, porque recepção de clínica que atende plano de saúde hoje em dia não perde nada para os hospitais do SUS)

"Ok, paciência!", pensei.
Fui me sentar em uma das únicas cadeiras livres da recepção. Ao meu lado, uma senhora de óculos parecia ler uma revista.
No entanto, foi só eu me sentar e ela já veio querendo jogar conversa fora:

"Está cheio aqui hoje, né?! O pessoal abusa no fim de ano e depois fica aí... passando mal!"

Eu (sem saber direito o que responder): "Pois é..."

Ela (me dando uma avaliada dos pés à cabeça): "Você tá esperando consulta ou exame?"

Eu: "Consulta."

Ela (virando o corpo para o meu lado, querendo alongar a conversa): "Com que médico?"

Eu (tentando assistir o fim do Bom Dia Brasil): "Dra. Isabela."

Ela (sorrindo e acenando com a cabeça): "Conheço... ela é excelente!"

Eu (tentando demonstrar que não estava a fim de papo): "Que bom!"

Ela (não percebendo a dica): "Mas o que você está sentindo?"

Pausa neste instante.

Meus queridos, vejam bem, qualquer cidadão de bom senso, ao ouvir a palavra PROCTOLOGISTA, teria se dado por satisfeito com essa informação. Afinal, já é constrangedor discutir os "movimentos intestinais" com uma médica, imagine então com uma total desconhecida!

Acontece que essa senhora parecia não se importar com tais "formalidades", e ficou aguardando ansiosa pela minha resposta. E eu, desconcertada, resolvi sair pela tangente:

"A senhora me dá licença um minutinho? Meu telefone está tocando..."

E com essa desculpa eu me levantei e fui para o outro lado da recepção, onde tinha um bebedouro.
Bebi água e fiquei lá uns 10 minutos, enrolando, na esperança de que o nome dela fosse chamado e eu pudesse esperar pela minha consulta em paz.

Quando voltei para a área de espera, ela ainda estava lá, conversando com sua segunda vítima: um rapaz. Atrás deles tinha vagado uma cadeira, e resolvi me sentar lá.

Como o papo com o rapazinho estava animado, ela nem se deu conta de que eu tinha voltado. Assim que me acomodei, consegui entreouvir o moço dizer:

"Dra. Cristina, a senhora conhece?"

E ela, pelo visto super íntima de todo o corpo médico da clínica, responde:

"Ótima! Foi com ela que eu me consultei da última vez. É novinha, mas sabe das coisas!"

Nessa hora, um pensamento me ocorreu: se ela conhecia DUAS proctologistas, então é porque deveria ter alguma doença que exigia acompanhamento constante. E aí, instantaneamente, fiquei mal por não ter tido paciência com ela...

Enquanto isso, ela continuava o interrogatório básico:

"Mas o que você está sentindo?"

Pausa novamente nesta cena.
Antes de contar a resposta do rapaz, acho importante revelar um pequeno detalhe...

Enquanto fingia estar falando ao telefone, ao lado do bebedouro, observei a chegada dele na recepção.
Enquanto se identificava, não pude deixar de notar "certos olhares" que ele lançava para a representante de uma indústria farmacêutica, que aguardava sentada com sua maleta na área de espera, próxima da senhora curiosa.

A mulher em questão era realmente muito bonita, e percebeu que estava sendo admirada pelo rapazinho, porque não parava de mexer nos cabelos e de trocar as pernas de posição.
Pela linguagem corporal, arriscaria dizer que ela também ficou interessada nele.

Com isso em mente, voltemos à cena anterior:

"Mas o que você está sentindo?"

E o rapaz (roxo de vergonha, e calculando com muito cuidado a resposta): "É.. é... sabe... um desconforto intestinal..."

E a senhora sem noção (bem alto): "Ahhh, diarréia, né?!"

Gente, imaginem a cara do pobre moço nesse momento...
Ele olha para os lados e dá de cara com a representante bonitona, que não conseguiu sufocar a risadinha...
Ele simplesmente não sabia onde enfiar a cara!

Mas a "Super Sem Noção" ainda não tinha se dado por satisfeita:

"Olha só meu filho, escuta o que eu tô te dizendo, porque é tiro e queda!
Se a diarréia estiver amarela, é intoxicação alimentar, daí não tem jeito...o melhor é esperar sair tudo o que tiver te fazendo mal. Se for verde é virose, então tem que tomar remédio... mas pode tomar um chazinho de boldo que também ajuda! Agora, se for escura, ou tiver sangue, aí você tem que investigar, porque o troço pode ser sério..."

E o rapaz, enfiando a cara no "Vademecum" de 2000 páginas que segurava no colo, só conseguiu balançar a cabeça.

Coitado... lá se foi, por água abaixo, a esperança de conseguir o telefone da representante bonitona!

Completamente avessa ao estrago que tinha causado, a Super Sem Noção ainda completou:

"E olha, não precisa ficar com medo do exame de toque, viu? É muito simples... não dói nada! A doutora é super delicada... e muito bonita também... você vai gostar dela!"

Gente, pensem num homem que subitamente perdeu toda a cor no rosto... ficou tão branco que eu pensei que fosse desmaiar! A voz dele mal saiu quando perguntou:

"To... toque? Ninguém falou nada de toque!"

E mais que depressa ele se levantou e foi correndo procurar a recepcionista. Não consegui escutar o que ele dizia, só que gesticulava muito, visivelmente nervoso.
E com razão né?!
Exame de toque com uma DOUTORA MUITO BONITA não é pra qualquer um, não!

Assim que o rapaz levantou, para o meu azar, a Super Sem Noção viu que eu estava sentada atrás dela.
Pensando rápido, resolvi atacar para me defender. Perguntei, sem nenhum rodeio:

"A senhora parece conhecer muitos médicos aqui da clínica. Por acaso tem algum problema digestivo?"

E ela (na maior tranquilidade): "Não tenho nada, graças a Deus!"

Surpresa com a resposta, continuei: "Mas se não tem nada, o que está fazendo aqui?"

"Check up", respondeu. "Faço um todo começo de ano. Marco consulta com um médico de cada especialidade, pra ver se está tudo funcionando bem... E, olha, uma coisa boa é variar o médico, porque vai que o diagnóstico do outro é diferente, né?!"

E essa foi a voz da experiência!
A pessoa que faz juz ao dinheiro que paga para o plano de saúde...
Não tem doença ALGUMA, mas faz check up todo ano, incluindo todos os "istas" possíveis.

Vivendo e aprendendo!

Beijosss

Até a próxima!



sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A blaster "celebridade"



Alegria, alegria, hoje é sexta-feira!

E os preparativos para o fim de semana já começaram!
Amanhã tenho um aniversário de dois amigos muito queridos, então resolvi adiantar o meu "dia da beleza", e fui agora cedo para o salão.

Tem muito homem por aí que daria o dedinho do pé para descobrir o que tanto a gente faz no salão, então eu resolvi revelar, em primeiríssima mão!
Sabem o que que é, meus queridos, além do óbvio (fazer as unhas, cortar, pintar e escovar os cabelos), a maioria das mulheres ADOOOORA ler as revistas de fofocas das celebridades!

E salão de beleza, para ser considerado digno, tem que assinar pelo menos umas três revistas desse tipo, com, no mínimo, duas cópias de cada (para não dar briga entre as clientes)!
E eu, a confessa mortal das mortais, não perco um babado!

Pois bem, hoje, para a minha sorte, eu não tive que ir atrás das notícias, elas vieram até mim!
Chique né?!

Eu não sabia, mas, aparentemente, o salão da minha quadra é muito bem frequentado, sabem?!
E como Deus ajuda quem cedo madruga, não é que uma grande celebridade resolveu aparecer bem no meu horário?

Foi assim: estava eu lá, meio sonolenta, assistindo a manicure retirar o esmalte das minhas unhas quando ouvi a porta se abrindo.
E de repente, a recepcionista:

"Bom dia! Seu nome?"

E a resposta:

"Fulana de Tal, A REPÓRTER...da Globo!"

Nessa hora meus super ouvidos já ficaram em estado de alerta. E eu pensando: "nossa, que legal, uma repórter da Globo"!

Bom, quando a tal repórter se sentou ao meu lado, fiquei meio decepcionada. Eu, sinceramente, nunca tinha visto "mais gorda" (desculpem o trocadilho), e olhem que eu acompanho os noticiários locais.
De qualquer forma, fiquei de olho.

Uma das manicures ficou pra lá de animada de estar fazendo as unhas de uma "famosa" e já foi logo puxando conversa:

Manicure das Estrelas: "Você é da Globo, né?!"

Repórter da Globo (jogando os cabelos para o lado): "Sou!"

Manicure das Estrelas (imaginando que a repórter era amiga íntima da Patrícia Poeta): "Nossa, que bacana! Deve ser muito bom trabalhar lá... conhecer um tanto de ator famoso... bem que eu queria!"

Repórter da Globo (adorando a atenção): "É legal mesmo, mas é muito trabalho. Nem tudo é glamour como as pessoas pensam. Eu começo a gravar muito cedo, tenho que acordar de madrugada..."

E eu continuava sem saber quem a tal repórter era! 
Certamente não era do "Bom Dia DF", porque apesar de eu ser péssima em me lembrar de nomes, sou ótima em reconhecer fisionomias.

Enfim, continuei ouvindo:

Manicure das Estrelas (não perdendo a oportunidade): "Mas, assim... você encontra com o pessoal das novelas de vez em quando?"

Repórter da Globo (fazendo caras e bocas): "Às vezes... quando eles vêm para Brasília fazer algum trabalho. Esses dias mesmo topei com o Alexandre Borges lá na redação."

Manicure das Estrelas (com os olhinhos brilhantes): "Juraaaa? Nossa, que máximo... eu sou super fã dele! Adorava o Cadinho... ele é um gato!"

Repórter da Globo (como quem não quer nada): "Bonito ele é mesmo, mas é um safado! Cadinho na ficção e na vida real! Vive botando chifre na mulher!"

E eu ali, abismada com aquela revelação. Independemente de ser verdade ou não, achei meio antiético para uma colega de emissora.

Mas as meninas do salão estavam adorando. E uma delas resolveu entrar na conversa:

"E o Reynaldo Gianecchini, você conhece?"

Repórter da Globo (fazendo beicinho para o espelho): "O Giane? Lindo, né?! Mas é gay!"

Manicure das Estrelas (batendo as mãos na perna, indignada): "Ahhhh, não fala uma coisa dessas! Eu não acredito, não! O pessoal fala isso só porque o moço é bonitão..."

Repórter da Globo (com um sorriso quase sarcástico): "Desculpe te decepcionar, mas é verdade! Da última vez que esteve aqui ele ficou com um primo de um amigo meu!"

Manicure das Estrelas (decepcionadíssima): "Esse povo famoso é muito esquisito... mas ele não namorava aquela "coroa" loira... que apresenta um programa de entrevistas no GNT?"

Repórter da Globo (ainda destilando o veneno): "A Marília Gabriela?! FA-CHA-DA! Aquilo ali foi golpe de marketing, pra alavancar a carreira dele. E dela também, né?! Afinal, ficou ainda mais conhecida por estar namorando um garotão!"

Gente, não sei por que, mas comecei a desconfiar daquela conversa. Aquilo ali estava me cheirando à "síndrome do holofote", porque a repórter estava AMANDO ser alvo dos olhares (mais que atentos) das manicures e cabelereiras.

Daí, o meu lado maléfico falou mais alto, e resolvi investigar se os meus instintos estavam certos.

É claro que ela já tinha percebido que eu estava de "butuca" no papo alheio, então nem tive que fazer muito esforço para me infiltrar, já fui logo me jogando na roda:

"Como você é de "dentro" já deve estar sabendo das mudanças no Jornal Hoje... sabe, eu até gosto da Zileide Silva, mas a Sandra Annenberg é tão simpática!"

Repórter da Globo (engasgando com o café): "Como é que é?"

Eu (fazendo cara de paisagem): "Ué, você não sabia? Saiu hoje no G1!"

Repórter da Globo (perdendo a voz): "Sim, sa...sa... sabia. Mas é que eu não pensei que já fosse ser agora, no começo do ano..."

HA HA! Te peguei sua mentirosa! Mas eu não estava satisfeita:

"E você sabe os motivos dessa troca?"

Repórter da Globo (toda articulada): "Olha... não sei direito... mas parece que tem a ver com uma crítica que a emissora recebeu, relativa à quantidade de negros nos telejornais. E isso é muito sério, né?! A Globo não quer ter fama de racista!"

OH-MY-GOD!!!

Uma coisa eu tenho que admitir: ela era uma excelente mentirosa!

Escapou da armadilha num piscar de olhos, e todas ainda balançaram a cabeça quando ela veio com aquele papinho de racismo nos telejornais.
Totalmente plausível, né?!

Aí você deve estar se perguntando: "mas e aí, você não desmascarou esta farsante?"

CLARO QUE NÃO, minha gente!

E tirar a alegria da "Manicure das Estrelas"?
Ela já deve estar sonhando com o sucesso que fará no churrasco de domingo... as amigas vão morrer de inveja!

Mas que eu fiquei com vontade, isso eu fiquei!
Repórter da Globo... ahã...

Bom final de semana para vocês!

Beijosss!

Até a próxima!




quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O embate do século: thunder vovó paraíba vs blaster sabichona

Gente... como eu adoro pessoas autênticas, que não levam desaforo pra casa!

Hoje conheci a minha mais nova "ídola": a Thunder Vovó Paraíba!
Que pessoinha sensacional, meu povo!

Aqui em Brasília não para de chover (um saco!), e as crianças, por falta de opção, estão tendo que brincar no"pilotis".
E hoje, para minha agradável surpresa, encontrei um rostinho novo no grupo das mamães: uma senhorinha fofa, que está passando as férias aqui na capital para cuidar da netinha.
Conversando conosco, ela contou que é da Paraíba, e que o filho dela se mudou para cá há pouco tempo.
Enquanto estávamos entretidas com aquela simpatia toda, comecei a sentir um clima "estranho" no ar.
Não demorou muito para entender o que era. Saindo do carro, na compania de sua filha, eis que surge uma personagem conhecida de todos nós: ELA, a famosa Blaster Sabichona! (não sabe do que eu estou falando? Entre aqui antes de ler o resto da história!)

Bom, já que não tinha como fugir para outro lugar, o jeito foi aguentar a presença da SENHORA-SABE-TUDO, e foi o que fizemos.
Nós, as mães mortais, trocamos "sorrisos amarelos" e continuamos ouvindo a Thunder Vovó Paraíba contar suas peripécias.
Estávamos nos divertindo muito, menos a Blaster Sabichona, que parecia incomodada com alguma coisa.
Lá pelas tantas, interrompendo a conversa, ela pergunta:

"A senhora é nordestina, né?!"

E a Thunder Vovó Paraíba responde:

"Sou sim, minha filha. Da Paraíba. Com muito orgulho! Por que a pergunta?"

E a Blaster Sabichona, com cara de indiferença:

"Por nada. É que eu percebi o sotaque..."

A Thunder Vovó Paraíba, não convencida pela resposta, indaga:

"Mas se percebeu o sotaque, como é que não notou que era da Paraíba?"

A Blaster Sabichona, pega de surpresa, tenta se justificar:

"Notei que era do Nordeste. E que diferença faz se é da Paraíba? Pra mim é tudo a mesma coisa..."

Meus queridos, nem queiram saber "A CARA" que a Thunder Vovó Paraíba fez, nesse momento. A partir de então, a conversa se tornou pra lá de "apimentada":

Thunder Vovó Paraíba: "Oxente, logo se vê que não conhece nada do Nordeste! Tem um carrão de "estribada", mas parece que não viaja muito, né moça?!

(E as mães mortais na platéia, segurando o riso...)

Blaster Sabichona (indignada): "Do que que a senhora me chamou?"

Thunder Vovó Paraíba (em alto e bom som): ES-TRI-BA-DA! Montada na bufunfa...

Blaster Sabichona (vislumbrando uma oportunidade de sair por cima): "Meu marido tem um bom emprego, sim... viajamos muito, conhecemos o Brasil todo!"

Thunder Vovó Paraíba (ironizando): "Nossa, como é "amostrada"! Mas não conhece não! Senão ia saber que cada estado tem a sua cultura, seu jeito particular..."

(E as mães mortais quase batendo palmas...)

Blaster Sabichona (não disfarçando a irritação): "Não sou de reparar o costume do "povão". Quando viajo gosto de conhecer os melhores hotéis e restaurantes. Se eu fosse do tipo que frequenta as "feirinhas", talvez eu notasse a diferença!"

Thunder Vovó Paraíba ("pegando ar"): "Arre-égua! Agora vi! E anda "malamanhada" desse jeito? Pois saiba que até na feirinha tem roupa mais bonita que essa aí!"

(E as mães mortais nem piscavam, para não perder nenhum lance...)

Blaster Sabichona (no contra-ataque): "É mesmo?! A senhora também é especialista em moda, por acaso?"

Thunder Vovó Paraíba (invocada): "Sou não! Mas já vivi o bastante pra aguentar gente "bolindo" com a cultura dos outros! Deixe de "munganga" e seja mais respeitosa!

Blaster Sabichona (se levantando para sair): "É... não dá mesmo para conversar com gente ignorante!"

Thunder Vovó Paraíba (encerrando em alto estilo): "Ignorante é você, sua "fela da gaita!"

(E as mães mortais foram ao DELÍIIIIIIRIO!!!)





A Blaster Mãe, até pensou em responder, mas percebeu que não tinha a menor chance! Aí ela se foi, nocauteada e fula da vida!





E todas nós nos sentimos à vontade para apreciar aquele momento...


Moral da história: "Feche a matraca" perto de senhorinhas paraibanas. Elas podem dar "uma pisa" em você!

Ha ha ha

Quem quiser participar do fã clube da Thunder Vovó Paraíba põe o nome aqui!

Beijossss!

Até a próxima!



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